domingo, 4 de março de 2012


"Galopa, galopa, meu bom cavalinho.
Florestas e campos,
Montanhas caminhos.
Galopa bem alto,
Cavalo tão belo.
Com cascos de prata, brilhando na mata."

El barquito chiquitito


Había un barco chiquitito
que no sabi bi bía navegar
oe,oe
oe,oe,oe.
Después de cinco o seis semanas
no había na nada que comer
oe,oe.
Y prepararon calcetines
con salsa blan blan blanca y al Jerez
oe,oe.
Y se pusieron muy malitos
y se tuvie vie vieron que volver
oe,oe.
Si nuestra historia os ha gustado
la volveré re remos a contar,
oe,oe.
("Canciones para niños" Rosa León)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A Páscoa no contexto Waldorf



Todos os anos, na época do outono, num jardim Waldorf, as crianças começam a se preparar para vivenciar intensamente a primeira das quatro festas anuais, a Páscoa. Elas cantam lindas músicas para o coelhinho da Páscoa; ouvem atentamente histórias sobre a lagarta e a borboleta; pintam ovos com muitas cores; preparam, com a professora, deliciosas roscas e pães.

Todos esperam ansiosamente o domingo de Páscoa, quando sairão em busca dos ovinhos de chocolate, escondidos pelos cantos da casa e do jardim. Nós, adultos, acompanhamos a alegria das crianças e inevitavelmente nos transportamos para as nossas próprias recordações de infância.

A Páscoa é uma festa repleta de imagens fortes e marcantes. Porém será que temos consciência do que há por trás destes símbolos? Será que sabemos nos preparar internamente para este momento tão importante? Para nós, a festa da Páscoa ocorre no outono. Antigamente, porém, ela acontecia apenas no hemisfério norte, na época da primavera, num período de Europa pagã, quando as pessoas ainda se encontravam à mercê das forças da natureza. Naquela época, sobreviver ao rigor do inverno era um grande desafio, pois muitas vezes os alimentos eram escassos, as vestimentas ineficientes e os abrigos rudimentares. Desta forma, todo ano, sobreviver ao inverno e chegar à primavera era motivo de grande celebração.

Os antigos rendiam cultos em homenagem à primavera, às deusas da fertilidade. Era nesta época do ano que a vida recomeçava, as cores retornavam, tudo desabrochava. Era a vitória da vida sobre a morte. Num período posterior, as culturas judaica e cristã acabaram por absorver estas festividades pagãs. Para os judeus, as comemorações da Páscoa têm uma importância fundamental dentro de suas tradições, pois se remetem ao período em que o povo hebreu sofreu os flagelos da escravidão no Egito.

A libertação ocorreu quando Moisés desafiou o faraó e conduziu seu povo rumo à Terra Prometida. Em hebreu, esta passagem da morte/escravidão para a vida/libertação chama-se PESSACH, de onde vem a palavra Páscoa. Neste fato histórico, mais uma vez ocorreu a vitória da vida sobre a morte. Na tradição cristã, a Páscoa novamente ocupa uma importância fundamental.

Após os quarenta dias da quaresma e depois de refletir sobre os acontecimentos vivenciados por Jesus Cristo durante a Semana Santa (domingo de ramos, condenação da figueira, encontro com adversários no templo, unção, santa ceia, morte, descida ao reino dos mortos e ressurreição), os cristãos comemoram, no domingo de Páscoa, a glória da ressurreição de Cristo.

Com sua paixão, morte e ressurreição, Cristo deixou-nos o precioso legado de uma nova vida após a morte, e quando seu corpo e sangue penetraram no mundo das profundezas, seu espírito possibilitou que a Terra, como um todo, se tornasse um novo centro de luz. No calendário cristão, a Páscoa é uma festa de data móvel. Isso ocorre porque no ano de 325 d.C., bispos da Igreja do ocidente e do oriente se reuniram no Concílio de Nicéia e determinaram que a Páscoa cristã seria sempre comemorada no primeiro domingo seguinte à lua cheia, após o equinócio da primavera (equinócio de outono, no hemisfério sul), que acontece no dia 21 de março.

Nos dias de hoje, vivenciamos a Páscoa através dos olhos das crianças. Num jardim de escola Waldorf, elas entram em contato com o sentido espiritual da Páscoa através de imagens. Contos de fadas como Chapeuzinho Vermelho, O Lobo e os Sete Cabritinhos, entre outros, abordam a vitória da vida sobre a morte.

Porém as imagens que mais claramente se vinculam à idéia de vida, morte e ressurreição são as da lagarta, do casulo e da borboleta. A lagarta é um ser que se arrasta pelo solo, pesado, lento. Quando já se alimentou o suficiente, fecha-se num casulo, onde morre para renascer como uma linda, leve e clara borboleta. O coelho e os ovos também possuem um significado especial nas comemorações pascais. O ovo representa uma vida interior, ainda em estado germinal, que se desenvolve, rompe uma casca dura e em seguida desabrocha em sua plenitude, assim como Cristo ressurrecto saiu de sua tumba. O coelho, por sua vez, representa um animal puro, que não agride. Desta forma ele é digno de carregar e trazer os ovos da Páscoa. Além disso, é um animal muito fértil, que se reproduz com facilidade. Neste aspecto podemos encontrar ainda resquícios daqueles antigos cultos pagãos, que veneravam a fertilidade. Em poucas semanas estaremos comemorando mais uma Páscoa.

Nos dias de hoje, porém, num mundo extremamente consumista, onde as pessoas vivem constantemente sem tempo, a Páscoa, assim como as outras festas anuais, não é encarada sob um ponto de vista espiritual. Na maioria das vezes, não vivenciamos a possibilidade de deixar morrer em nós o que não queremos mais, o que já não nos serve, e também não permitimos que o novo em nós possa florescer.

Porém, todo educador (pais e professores) deveria ter claro dentro de si a possibilidade da vida, morte e ressureição em hábitos, atitudes e modos de pensar, para tornar-se uma pessoa cada vez melhore, menos endurecida e insensível diante da realidade atual, com seus constantes altos e baixos. Se tivermos consciência da necessidade de cada um realizar este exercício interior, poderemos preparar coerentemente nossas crianças para a época da Páscoa e apresentar a elas símbolos repletos de significados. Só assim estaremos resgatando o real sentido da Páscoa.
Anna Maria Macrander Karassawa
Professora do Alecrim Dourado


A lagarta e a borboleta

"Entre os símbolos utilizados na época de Páscoa ressaltamos o da lagarta e o da borboleta representando a morte do corpo, a transformação e o renascer. A imagem arquetípica da borboleta que, quando lagarta, adormece no escuro casulo deixando a luz e o calor transformarem sua existência em cor e leveza é a mais propícia.Essa mesma leveza é incorporada pelas crianças revelando-se me admiração, gratidão e alegria de viver."

Aventais 2012

Frente


Verso

Mais detalhes no botão PRODUTOS.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Quadro de paisagem


Brincadeira imitativa

"Todos os pais querem que os filhos aprendam a guardar seus brinquedos.A organização deve vir após a brincadeira, assim como é lógico acordar depois de dormir.Ao cuidar dos brinquedos, dando-lhes um lar e guardando-os adequadamente, você mostrará que o que fez para ele merece cuidados, e tudo deve ser tratado com amor e respeito. As crianças gostam de ordem, e o fato de cada coisa ter o lugar certo faz que se sintam seguras.

As marionetes podem ficar na "casa",
os patos no "lago",

os animais no "cercado".

A criança pequena pode não encontrar os bolsos corretos imediatamente, pois ainda não é o momento para o reconhecimento de símbolos abstratos.Isso surge com a familiaridade com o pato de verdade em um lago, ou com a conscientização da criança em relação à sua própria casa.Você pode ajudar guardando as coisas junto com ela, referindo-se aos bolsos pelo nome, para que cada boneco tenha a sua casa. Em pouco tempo, a imaginação começará a trabalhar e o quadro não servirá apenas para guardar mas também para brincar." (Christopher Clouder e Janni Nicol)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

"Mensagem de Natal"

Lembre-se novamente de seu sorriso de criança,
na felicidade de viver um dia de cada vez.
Não se "pré-ocupe"...
Não julgue...
Não se irrite...
A serenidade é o bálsamo da alma.
Viva o momento presente: o ontem já passou
e o amanhã ainda está por vir.
Banhe-se no brilho das estrelas...
Perfume-se com o odor das flores...
Receba o afago de um raio de sol,
ou de uma gota de chuva a escorrer pelo rosto...
Vá em frente: toda a caminhada começa com o primeiro passo.
Persiga os seus sonhos: eles viajam na esperança;
alcanceo-os, embarcando na vontade.
Transforme o sentimento em gesto.
Estenda as mãos e faça amigos.
Perdoe: não da boca pra fora,
mas do coração para dentro.
Não esqueça de Deus: Ele é a força do Universo
e o Universo está em você.
Faça da sua vida em manjedoura, onde a alegria possa renascer,
envolta na pureza das coisas mais simples.
rodeada pela paz e iluminada pela estrela da fé.
E, então, será Natal...

Um Feliz Natal a todos os amigos, incentivadores, parceiros e clientes da ARTEANJOS, a todos os que nos ajudaram a construir esse sonho e dar vida ao que antes estava apenas em nossas cabeças e corações e que hoje ganhou corpo. Muito obrigada e um feliz 2012. Patrícia Oyarzabal Sandhas

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Quando o que fazemos vai além da linha e do tecido...

Olá, nós fomos morar em Minas e esperamos fazer muitas amizades por lá.
(Patrícia)
Cara Patrícia:



só agora consigo responder seu e-mail. Suas meninas chegaram bem, embora só depois do Natal, quando eram esperadas. Lindas e amadas. O nome da pequena de cabelos castanhos é Olímpia, mas todos a chamam de Lili. Traz consigo a força de uma Avó – a mãe do pai; que também pode ser chamada de Vovó Montanha, pois traz consigo a força das grandes montanhas sagradas do planeta. Olímpia Montanha, a Lili, foi morar em Três Corações, aqui, em Minas. Ela foi oferecida para uma sobrinha neta: Maria Fernanda, que agora em julho completa 1 aninho de vida.



Já o nome da pequena de cabelos negros, é Maria – Maria Lua. Pois como sua irmã (não são filhas criadas por uma mesma mãe?) ela traz consigo a força de uma Avó – a mãe da mãe, que também pode ser chamada de Vovó Lua, refletida em um lago de águas profundas e tranquilas. A doce Maria Lua foi morar nos Estados Unidos, em uma cidade chamada Ithaca, no estado de Nova Iorque; pois quando chegou em minha casa, uma sobrinha querida, Fabiana, encantou-se com ela. E eu não pude deixar de oferecê-la como um mimo a diminuir a saudade. Fabiana é uma jovem mulher cientista, fazendo doutorado em Biologia na Universidade de Cornell.



Eu fiquei muito feliz em poder oferecê-las. E agradeço a você.



Então... já também há alguns meses, venho desejando lhe pedir para fazer outras bonecas para que eu possa presentear algumas meninas para mim especiais. Mas quase não tenho mexido em meu computador (surpreendentemente). Se você puder, queria lhe encomendar três, do mesmo tamanho. Se você puder, no mesmo esquema: você sente a inspiração e faz. Eu, confio. Fico aguardando uma resposta.



Um abraço,

Valéria Melo

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Bazar de Natal revela a beleza do artesanato Waldorf

O Bazar de Natal do Colégio Brasilis realizado no sábado, 26 de novembro, mostrou a beleza e a delicadeza do artesanato Waldorf.
No Bazar foi possível encontrar, livros, guloseimas, bonecas de pano aromáticas, brinquedos pedagógicos antroposóficos de madeira e artigos natalinos.
O artesanato Brasilis mostrou, em cada peça a dedicação e o carinho do trabalho dos alunos, dos pais e dos amigos da Escola Brasilis. Peças únicas, feitas à mão com aproveitamento de material.
Foi um final de tarde harmoniosa, com muito mimos, música e poesia que faz bem para a alma e ajuda a preencher nossos corações e mentes com um pouco do verdadeiro espírito natalino.
Bazar de Natal - O Bazar é o resultado da oficina realizada aos sábados, desde o início do ano, onde os pais se organizam e produzem de forma artesanal o material que será vendido no Bazar. Toda a verba arrecadada é revertida em melhorias na própria escola.
Além do aspecto social da atividade, o trabalho artesanal tem o lado terapêutico que propicia um envolvimento maior e, conseqüentemente, uma relação muito mais próxima entre os pais e a escola. Uma importante característica das Escolas Waldorf, que ajuda no resultado da educação das crianças.
http://colegiobrasilis.blogspot.com

sábado, 29 de outubro de 2011

                                                                          O Barquinho

                                                            Da praia olhando o horizonte,
                                                            eu avisto em pleno mar,
                                                            um barquinho que vai longe,
                                                            sempre, sempre a navegar.

                                                            As suas velas são brancas,
                                                            da cor das nuvens do céu.
                                                            O barquinho, na distância,
                                                            parece que vai ao léu.

                                                            Vai ao léu no mar imenso,
                                                            nas ondas, de cá, de lá,
                                                            empurrado pelo vento,
                                                            nem sabe se chegará?

                                                            Oh, não! Meu olhar pequeno
                                                            é que não vê o barqueiro, 
                                                            que aproveita a vaga e o vento
                                                            para seu rumo certeiro.

                                                            Um porto ao longe o espera,
                                                            sua casa, sua gente.
                                                            E ele luta e persevera
                                                            e vai cantando contente.
                                                                                      (Ruth Salles)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Lançamento!

Jogo dos coelhos

Quem brinca: Crianças a partir de 4 anos
Como se brinca: Ajude os coelhos a chegarem até as cenouras, para tanto necessitamos de dois jogadores que ao lançarem o dado, irão se mover de acordo com as cores do tabuleiro até alcançarem as cenouras que estão no capim.
 A brincadeira é indicada para: trabalhar o sentido do tato; *segurar o dado
*vivenciar as texturas (madeira, algodão, feltro,sisal e La)
Trabalha o sentido do movimento; coordenação motora.
 O sentido da visão.
Esta brincadeira também ajuda a desenvolver a atenção, esperar a vez de jogar, a iniciativa e a socialização.

Arteanjos
Produtos inspirados na pedagogia waldorf Contato: 65 3661 1651        HTTP://artesanjo.blogspot.com/














Móbile Arco-íris

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Os contos de fadas

                                                                          Alva Neve 

                                                                                  e

                                                                         Rosa Rubra
                                                                       Contos de Grimm

                               "Os contos de fadas são, segundo Rudolf Steiner, um tesouro espiritual da humanidade.Fruto de vivências primordiais da existência humana, sua atuação tem um efeito inconsciente na alma ao resgatar, por meio de imagens significativas, o longo percurso do amadurecimento humano na Terra. Não se limitando a reproduzir eventos individuais, sua narrativa relata imageticamente o suceder de fatos comuns a todos os homens, caracterizando sagas que cada qual pode reconhecer inconscientemente como sua própria, independentemente da idade ou situação em que se encontre. Ligados em "encanto" de tais narrações estão o adormecer e o despertar humanos, isto é, a alternância entre os estados de sono e de vigília, que em épocas remotas da humanidade ensejava o momento de clarividência - o lapso de tempo intermediário em que se percebiam fatos espirituais ligados à alma humana, trazidos então para a vida consciente diurna sob forma de contos de fadas. Por esse motivo, pessoas de todas as épocas - principalmente crianças - sempre reconhecem neles, embora de modo inconsciente, algo afim com a sua própria alma."   (Os contos de fadas - Rudolf Steiner)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011