sábado, 12 de maio de 2012

(Vitral da Igreja do Bom Despacho, Cuiabá, MT)
Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra - mistério profundo - de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho. Carlos Drummond de Andrade
Fui morar em Riberião Preto.
Porta de maternidade.
Feliz dia das mães.

sábado, 17 de março de 2012

Bazar no Quintal

Informamos que os nossos produtos encontram-se à disposição no Bazar de Páscoa das amigas do Jardim Waldorf; "Quintal do Jacarandá". Desejamos uma feliz Páscoa!

domingo, 4 de março de 2012


"Galopa, galopa, meu bom cavalinho.
Florestas e campos,
Montanhas caminhos.
Galopa bem alto,
Cavalo tão belo.
Com cascos de prata, brilhando na mata."

El barquito chiquitito


Había un barco chiquitito
que no sabi bi bía navegar
oe,oe
oe,oe,oe.
Después de cinco o seis semanas
no había na nada que comer
oe,oe.
Y prepararon calcetines
con salsa blan blan blanca y al Jerez
oe,oe.
Y se pusieron muy malitos
y se tuvie vie vieron que volver
oe,oe.
Si nuestra historia os ha gustado
la volveré re remos a contar,
oe,oe.
("Canciones para niños" Rosa León)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A Páscoa no contexto Waldorf



Todos os anos, na época do outono, num jardim Waldorf, as crianças começam a se preparar para vivenciar intensamente a primeira das quatro festas anuais, a Páscoa. Elas cantam lindas músicas para o coelhinho da Páscoa; ouvem atentamente histórias sobre a lagarta e a borboleta; pintam ovos com muitas cores; preparam, com a professora, deliciosas roscas e pães.

Todos esperam ansiosamente o domingo de Páscoa, quando sairão em busca dos ovinhos de chocolate, escondidos pelos cantos da casa e do jardim. Nós, adultos, acompanhamos a alegria das crianças e inevitavelmente nos transportamos para as nossas próprias recordações de infância.

A Páscoa é uma festa repleta de imagens fortes e marcantes. Porém será que temos consciência do que há por trás destes símbolos? Será que sabemos nos preparar internamente para este momento tão importante? Para nós, a festa da Páscoa ocorre no outono. Antigamente, porém, ela acontecia apenas no hemisfério norte, na época da primavera, num período de Europa pagã, quando as pessoas ainda se encontravam à mercê das forças da natureza. Naquela época, sobreviver ao rigor do inverno era um grande desafio, pois muitas vezes os alimentos eram escassos, as vestimentas ineficientes e os abrigos rudimentares. Desta forma, todo ano, sobreviver ao inverno e chegar à primavera era motivo de grande celebração.

Os antigos rendiam cultos em homenagem à primavera, às deusas da fertilidade. Era nesta época do ano que a vida recomeçava, as cores retornavam, tudo desabrochava. Era a vitória da vida sobre a morte. Num período posterior, as culturas judaica e cristã acabaram por absorver estas festividades pagãs. Para os judeus, as comemorações da Páscoa têm uma importância fundamental dentro de suas tradições, pois se remetem ao período em que o povo hebreu sofreu os flagelos da escravidão no Egito.

A libertação ocorreu quando Moisés desafiou o faraó e conduziu seu povo rumo à Terra Prometida. Em hebreu, esta passagem da morte/escravidão para a vida/libertação chama-se PESSACH, de onde vem a palavra Páscoa. Neste fato histórico, mais uma vez ocorreu a vitória da vida sobre a morte. Na tradição cristã, a Páscoa novamente ocupa uma importância fundamental.

Após os quarenta dias da quaresma e depois de refletir sobre os acontecimentos vivenciados por Jesus Cristo durante a Semana Santa (domingo de ramos, condenação da figueira, encontro com adversários no templo, unção, santa ceia, morte, descida ao reino dos mortos e ressurreição), os cristãos comemoram, no domingo de Páscoa, a glória da ressurreição de Cristo.

Com sua paixão, morte e ressurreição, Cristo deixou-nos o precioso legado de uma nova vida após a morte, e quando seu corpo e sangue penetraram no mundo das profundezas, seu espírito possibilitou que a Terra, como um todo, se tornasse um novo centro de luz. No calendário cristão, a Páscoa é uma festa de data móvel. Isso ocorre porque no ano de 325 d.C., bispos da Igreja do ocidente e do oriente se reuniram no Concílio de Nicéia e determinaram que a Páscoa cristã seria sempre comemorada no primeiro domingo seguinte à lua cheia, após o equinócio da primavera (equinócio de outono, no hemisfério sul), que acontece no dia 21 de março.

Nos dias de hoje, vivenciamos a Páscoa através dos olhos das crianças. Num jardim de escola Waldorf, elas entram em contato com o sentido espiritual da Páscoa através de imagens. Contos de fadas como Chapeuzinho Vermelho, O Lobo e os Sete Cabritinhos, entre outros, abordam a vitória da vida sobre a morte.

Porém as imagens que mais claramente se vinculam à idéia de vida, morte e ressurreição são as da lagarta, do casulo e da borboleta. A lagarta é um ser que se arrasta pelo solo, pesado, lento. Quando já se alimentou o suficiente, fecha-se num casulo, onde morre para renascer como uma linda, leve e clara borboleta. O coelho e os ovos também possuem um significado especial nas comemorações pascais. O ovo representa uma vida interior, ainda em estado germinal, que se desenvolve, rompe uma casca dura e em seguida desabrocha em sua plenitude, assim como Cristo ressurrecto saiu de sua tumba. O coelho, por sua vez, representa um animal puro, que não agride. Desta forma ele é digno de carregar e trazer os ovos da Páscoa. Além disso, é um animal muito fértil, que se reproduz com facilidade. Neste aspecto podemos encontrar ainda resquícios daqueles antigos cultos pagãos, que veneravam a fertilidade. Em poucas semanas estaremos comemorando mais uma Páscoa.

Nos dias de hoje, porém, num mundo extremamente consumista, onde as pessoas vivem constantemente sem tempo, a Páscoa, assim como as outras festas anuais, não é encarada sob um ponto de vista espiritual. Na maioria das vezes, não vivenciamos a possibilidade de deixar morrer em nós o que não queremos mais, o que já não nos serve, e também não permitimos que o novo em nós possa florescer.

Porém, todo educador (pais e professores) deveria ter claro dentro de si a possibilidade da vida, morte e ressureição em hábitos, atitudes e modos de pensar, para tornar-se uma pessoa cada vez melhore, menos endurecida e insensível diante da realidade atual, com seus constantes altos e baixos. Se tivermos consciência da necessidade de cada um realizar este exercício interior, poderemos preparar coerentemente nossas crianças para a época da Páscoa e apresentar a elas símbolos repletos de significados. Só assim estaremos resgatando o real sentido da Páscoa.
Anna Maria Macrander Karassawa
Professora do Alecrim Dourado


A lagarta e a borboleta

"Entre os símbolos utilizados na época de Páscoa ressaltamos o da lagarta e o da borboleta representando a morte do corpo, a transformação e o renascer. A imagem arquetípica da borboleta que, quando lagarta, adormece no escuro casulo deixando a luz e o calor transformarem sua existência em cor e leveza é a mais propícia.Essa mesma leveza é incorporada pelas crianças revelando-se me admiração, gratidão e alegria de viver."

Aventais 2012

Frente


Verso

Mais detalhes no botão PRODUTOS.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Quadro de paisagem


Brincadeira imitativa

"Todos os pais querem que os filhos aprendam a guardar seus brinquedos.A organização deve vir após a brincadeira, assim como é lógico acordar depois de dormir.Ao cuidar dos brinquedos, dando-lhes um lar e guardando-os adequadamente, você mostrará que o que fez para ele merece cuidados, e tudo deve ser tratado com amor e respeito. As crianças gostam de ordem, e o fato de cada coisa ter o lugar certo faz que se sintam seguras.

As marionetes podem ficar na "casa",
os patos no "lago",

os animais no "cercado".

A criança pequena pode não encontrar os bolsos corretos imediatamente, pois ainda não é o momento para o reconhecimento de símbolos abstratos.Isso surge com a familiaridade com o pato de verdade em um lago, ou com a conscientização da criança em relação à sua própria casa.Você pode ajudar guardando as coisas junto com ela, referindo-se aos bolsos pelo nome, para que cada boneco tenha a sua casa. Em pouco tempo, a imaginação começará a trabalhar e o quadro não servirá apenas para guardar mas também para brincar." (Christopher Clouder e Janni Nicol)